Os macacos

 

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Marega e a nobreza do herói

Bica Curta servida no CM, na 4.ª feira, 19 de Fevereiro

Ulular como um macaco a um jogador negro é baixo racismo. O que os adeptos fizeram em Guimarães tem um nome: um cobarde acto de racismo. Marega saiu do estádio com a nobreza de um herói.

Dar daqui o salto para a generalização é tentador para agendas políticas identitárias. Mas é abusivo. Um exemplo: se um delinquente negro assaltar e ferir um taxista, isso não autoriza os emocionados taxistas virem dizer que Portugal tem um problema estrutural de assaltos da comunidade negra. Não tem. Os bandidos de Guimarães devem ser presos e expulsos dos estádios: fiquem a ulular em casa que os brancos são tão macacos como os negros.

Uma ficção pobre

Bica Curta servida no CM, no dia 18 de Fevereiro

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Os gloriosos tempos de Gabriela

Todo o guru de venda por atacado jura que há em cada convulsão uma janela de oportunidade. Depois da multiplicação de canais de cabo, o streaming, ou seja, as plataformas cuja oferta está em acesso permanente por subscrição, estão a fazer explodir a velha televisão. A Netflix, Amazon, HBO Max, Disney + têm aos 150 milhões de assinantes. Oferecem séries e filmes com orçamentos loucos. Estão em Espanha e França e a condição é investir na ficção local. Na estreia, a série 3 da “Casa de Papel” teve 34 milhões a ver.

E em Portugal? Qual o caderno de encargos? Vão investir na nossa ficção e livrar-nos da anacrónica telenovela?