Um Atlas para África

Capa Plano Atlas_300dpi

Este é um livro para todos os que, por amarem África, mais querem saber sobre África. É um Atlas Histórico que nos faz viajar no tempo e no espaço, da Pré-História à África actual. A Guerra e Paz tem uma bela inclinação africana. Este era o livro que nos faltava e é também um livro que fazia falta nas livrarias e nas estantes portuguesas. Um livro a 4 cores, com mapas e imagens e com textos de mais de 20 historiadores especializados em África. Ora vejam bem, para começar, o índice.

INTRODUÇÃO

6 A diversidade da África na perspectiva do mapa  9 A África antiga 10 Os vários berços da humanidade
14 Uma Pré‑história de inovações económicas e culturais; 
18 A arte rupestre
22 Uma África aberta para o Mediterrâneo
26 A África ligada ao mundo islâmico (séculos VII‑XII)
30 A Núbia: dos reinos cristãos à islamização (séculos v‑xvi)
34 A África, parceiro económico do mundo islâmico (séculos XIII‑XV)
38 A Etiópia medieval: da simbiose económica à guerra
42 A civilização suaíli (séculos VIII‑XV)
47 A África na era moderna
48 A era das recomposições políticas
52 Os sultanatos de Songai e do Borno (séculos XVI‑XVII)
56 Reinos do Daomé e de Axante (séculos XVII‑XIX)
60 Elmina, de entreposto português a cidade africana (séculos XV‑XIX)
64 A Etiópia, entre Gondar e Harar (séculos XVI‑XVIII)
68 O reino do Kongo (séculos XV‑XVIII)
72 O tráfico negreiro colonial (séculos XV‑XIX)
77 A África soberana no século XIX
78 A abolição do tráfico atlântico
82 As reconversões económicas africanas
86 O reino de Buganda
90 O reino de Madagáscar
94 O califado de Sokoto
98 A África no tempo dos exploradores

103 A África sob o domínio colonial
104 De império informal à partilha do continente
108 As colónias de povoamento
112 A viragem da Primeira Guerra Mundial
116 Missões cristãs na África sob o domínio colonial
120 As cidades coloniais
124 As revoltas anticoloniais e a emergência dos nacionalismos
128 O império colonial tardio e as descolonizações
133 Dos anos 1960 à actualidade
134 As políticas sanitárias em África
138 Espaços contrastantes de desenvolvimento
142 A África e a Guerra Fria
146 Estados e regimes políticos
150 O apartheid na África Austral
154 Conflitos e resolução de conflitos na África Central e Oriental
158 Migrações internas e externas na África

CONCLUSÃO : 162 Conexões, continuidades, aberturas

O Atlas Histórico de África a é uma síntese acessível, bem documentada, com mapas e imagens, capaz de pôr nas suas mãos, em 168 páginas, uma informação preciosa em louvor da diversidade africana. Está aqui à sua espera.

Destruir o Fascismo Islâmico

Este livro de combate pela razão, Destruir o Fascismo Islâmico, da franco-marroquina Zineb El Rhazoui, integra também, a partir de agora, as sugestões do Plano Nacional de Leitura. É uma notícia que acolhemos com satisfação e que a sua autora e a luta que fez dela a mulher mais perseguida e ameaçada em França bem merecem.

Deixo os nossos leitores com um excerto:

«A França tem razão em desprezar o racismo. Paradigma de uma velha guarda que classifica a humanidade em grupos hierarquizados, sobrevive hoje sob formas mais atenuadas. As elites francesas não têm o direito de trair a nobre luta anti‑racista adoptando a forma de racismo mais perniciosa que existe: a da condescendência. O  relativismo cultural perante um fascismo que cultura alguma é obrigada a suportar é nada menos que  colaboracionismo.
Os racistas são aqueles que, no Ocidente, consagram a ideologia do fascismo islâmico como uma definição essencialista da identidade Muçulmana. São ignorantes, que nunca ouviram falar de Faraj Fouda, nem de Sayyid al‑Qimmi (45), nem de Nasr Hamed Abu‑Zayd (46), nem de Hoda Shaarawi (47), nem de centenas de outros escritores, poetas, artistas, feministas, jornalistas, nascidos muçulmanos, mas que se opuseram com força e erudição ao projecto islâmico. Estes trouxeram um olhar crítico e sem concessões sobre o Islão enquanto religião, e todos pagaram um preço alto por essa coragem que tanta falta faz aos idiotas úteis dos islamistas.
Os verdadeiros racistas são também aqueles que ouviram falar da luta de todos os laicos da cultura muçulmana, que lá no fundo a aprovaram, mas que depois se desviaram dela a pretexto de que estas individualidades «não representam a maioria». De novo os oclocratas.
Deixar que as extremas‑direitas desenhem os contornos do debate em torno do islamismo levará fatalmente à destruição das aquisições democráticas. Os radicais de todas as alas exploram este ponto fraco da sociedade, feita refém entre os identitários e os chorões da islamofobia. A liberdade de não ser livre não existe. Nenhuma democracia tem o direito de se desviar dos seus valores por complacência  para com os que julga serem «fracos». Os valores republicanos foram feitos para todos e recordá‑lo é reclamar a ligação indefectível entre a República e os seus filhos.
As democracias não podem esquecer que não têm de receber lições de liberdade por parte daqueles que a oprimem. A liberdade de culto reivindicada pelos islamistas apenas será pertinente se os islamistas respeitarem a liberdade de consciência daqueles que eles consideram membros da sua comunidade.
Para lutar eficazmente contra o terrorismo, é preciso combater sem piedade a ideologia que o produz. O acto terrorista apenas será eliminado se for considerado como uma unidade ideológica e não como um fenómeno criminoso ad hoc. Compreender que o islamismo é um fascismo permitirá estigmatizar a ideologia e não os indivíduos vindos da cultura islâmica. Para aniquilar o fascismo pós‑guerra, as democracias não só julgaram os seus crimes como também fizeram carregar o opróbrio da ideologia aos respectivos simpatizantes, proibiram a literatura nazi e todas as expressões «pacíficas» dos fascismos. Actualmente, ninguém confunde um Alemão com um nazi, nem um Italiano com um fascista. O apelo sistemático para que não se faça essa confusão de cada vez que um ataque terrorista é cometido só pode emanar da cabeça daqueles que o praticam.»

(45) Intelectual egípcio, nascido em 1947, em Bani Suef, no Egipto, é uma das vozes contemporâneas que mais se elevam contra o islamismo e as instituições religiosas, um fervoroso defensor da laicidade, alvo de muitas acusações de apostasia e fatwas de morte.
(46) Teólogo egípcio liberal, nascido em 1943, na província de Tanta, no Egipto, foi alvo de muitas perseguições devido às suas análises do texto corânico. Acusado de apostasia em 1995, a justiça egípcia anulou o seu casamento e foi obrigado a fugir às ameaças de morte, refugiando‑se na Holanda, onde veio a falecer em 2010.
(47) Pioneira do feminismo no mundo arábico‑muçulmano (1879‑1947). Em 1923, quando regressou ao Egipto, depois de um congresso em Roma, decidiu não voltar a colocar o véu e continuar a sua actividade política no seio do movimento nacionalista egípcio de rosto e cabelos descobertos.

Guerra e Paz no Plano Nacional de Leitura

Das mais recentes edições da Guerra e Paz há oito títulos que acabam de ser escolhidos para integrar o Plano Nacional de Leitura. Eis os livros escolhidos pelo comité do PNL: o admirável Assim Nasceu uma Língua, de Fernando Venâncio, um livro que veio questionar preconceitos, a tão intensa Correspondência de Jorge de Sena e João Sarmento Pimentel, a nova tradução da Apologia de Sócrates, de Platão, a nossa nova edição de O Primo Basílio, de Eça de Queiroz, o ensaio Conhecimento vs Competências de João Costa e João Couvaneiro, o clássico As Meninas Exemplares, da Condessa de SégurO Pequeno Livro das Grandes Heroínas, de Maria João Medeiros, e O Pequeno Livro das Grandes Heroínas, de Sofia Cochat-Osório.

Estes oito novo títulos, a que o Plano Nacional de Leitura reconhece valor intelectual e formativo, juntam-se a muito outros títulos do nosso catálogo: ao todos são já 66 títulos publicado pela Guerra e Paz a merecer o selo de qualidade e de serviço público, que o PNL representa. O meu conselho, como editor, e eu diria que é mais um desejo do que um conselho, é que estes oito novo livros com a marca PNL, viajem depressa para a sua estante, para prazer das suas mãos, dos seus olhos e da sua mente.

Quem ganhará estes livros em Agosto?

Os leitores da Página Negra também podem ganhar estes livros. Conheça as regras.

Já sabemos quem ganhou o Prémio de Melhor Comprador do Mês, em Julho.

Mas deixem-nos dizer quais são os livros que vamos oferecer ao Melhor Comprador do Mês, em Agosto. Um exemplar de um livro-álbum, gigante, a Fama e Segredo da História de Portugal, da autoria de Agustina. A essa maravilha, juntamos mais quatro livros: A Evolução de Deus, livro inteligente e cuidado de Robert Wright, Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett, um livro amarelo que junta o Banqueiro Anarquista, de Pessoa, ao A Alma do Homem sob a Égide do Socialismo, de Oscar Wilde, e O Último Comboio de Hiroxima, de Charles Pellegrino.

Ganhará estes livros o melhor comprador do mês, estipulando as regras desta nossa oferta que a compra mínima a efectuar tem de atingir os 75€. As portas do nosso site estão abertas de par em par, as suas compras podem já começar.

Desde que começou, o Prémio foi sempre atribuído. Em Julho a vencedora foi uma leitora, que pede para referirmos apenas o seu primeiro nome, Catarina. Comprou 7 livros em Julho, no valor de 92,65€. Parabéns pelas compras. Parabéns pelo Prémio.

Recordamos que está em curso um outro Prémio, o do Melhor Comprador do Ano, para o qual reservámos uma oferta extraordinária: uma selecção de 50 livros a anunciar em Dezembro. O montante mínimo – 450€ – já foi ultrapassado por dois leitores, e mais não dizemos.

Top Guerra e Paz de Julho

Não sei se em 14 anos de Guerra e Paz já tínhamos tido um mês de Julho com tão fortes apostas editoriais. Mas a pandémica paragem de Abril e Maio mudou todas as regras e fez de Julho um mês cheio de novidades: elas aqui estão, espelhadas neste top 10 dos livros mais vendidos através do site da Guerra e Paz editores.

À cabeça um livro para organizar as poupanças familiares, o livro de Mónica Duarte. Depois, uma surpresa, o Atlas Histórico de África, com 100 mapas, dezenas de autores e uma visão da Pré-História aos nossos dias da evolução histórica desse continente tão amado e, por vezes, tão ignorado. Outras duas apostas de Julho, Esperança e Reinvenção, ideias para o Portugal do futuro, e Este Vírus que nos Enlouquece, dois livros que confrontam com audácia e polémica a crise pandémica, vêm a seguir, fechando o Padre António Vieira e o seu Sermão de Santo António aos Peixes os primeiros cinco do top.

A segunda metade do top inclui um livro que só é pena ter chegado tão tarde à língua portuguesa, O Ouriço e a Raposa, de Isaiah Berlin, o polémico Combates pela Verdade, Portugal e os Escravos, de João Pedro MarquesPorquê a Europa, livro esplêndido do sinólogo Jean-François Billeter de que Xi Jiping talvez não gostasse se o lesse, e a fechar o belo Tonalidades da Literatura Transmontana, de Norberto da Veiga e o trilingue Estamos Aqui, de Branca Clara das Neves.

Aqui entre nós, caros leitores, a Guerra & Paz orgulha-se deste top: plural e cheio de pensamento e história. Obrigado pelas vossas escolhas.

Mudou a Página Negra

PNL_Promo_Site

Correndo o risco de desiludir alguns dos seguidores desta página, quero dizer-vos que a Página Negra vai sofrer uma considerável mudança. Deixarei de publicar aqui as crónicas de que sou autor na imprensa portuguesa e deixarei de escrever aqui os textos mais pessoais, e de estados de alma, com que por vezes vinha atormentar a vossa paciência, fosse a propósito de uma finta, chulipa ou um golo de bandeira, fosse a propósito de uma curta saia numa tarde de Verão, ou de um soluço sufocado no escuro de um cinema.

Sou, como sabem, editor da Guerra e Paz, e tenho algum orgulho no trabalho feito nos últimos anos. Mais ainda no trabalho que fizemos (somos uma equipa, sim!) nestes sete meses de 2020. Quero concentrar-me nesse trabalho. E quero escrever, como o fiz no no estudo que precede o erótico Bordel das Musas, nas introduções ao Manifesto Comunista, Mein Kampf e Pequeno Livro Vermelho, ou nos recentíssimos textos que antecedem a Apologia de Sócrates, de Platão, e Na Farmácia do Evaristo, de Fernando Pessoa.

Vou deixar de escrever aqui, para escrever mais. Mais a sério, tentando não me levar demasiado a sério. Mas, por querer manter viva a Página Negra – ninguém tem o direito de apagar ou ignorar uma página negra! – darei aqui muito mais notícias das publicações da Guerra e Paz e dos textos, meus ou de outros autores. Vão ver que v ai valer a pena.

Para começar, deixo-vos – lá bem em cima – a imagem dos oito livros recentemente publicado pela Guerra e Paz a que o Plano Nacional de Leitura acaba de dar o seu selo. Na Guerra e Paz já são 65 os títulos aprovados pelo PNL. Entre eles, e ao lado da Correspondência de Jorge de Sena e João Sarmento Pimentel, ao lado do maravilhoso livro de Fernando Venâncio, Assim Nasceu uma Língua, está a Apologia de Sócrates, o meu pequenino Platão, que traduzi e prefaciei. É o meu último estado de alma nesta Página Negra. A partir de agora, aqui trabalha-se para defender livros e autores, pluralismo e debate.

Quem anda a comer Joyce?

madame-bovary

Ando a comer a “Madame Bovary”. Ora vejamos e toca a andar: não sou só eu.

Camélia, jovem francesinha de 14 anos, gosta de ler cinquenta páginas por dia. Quando entregue à devassidão da leitura, se lhe dá a fome, logo rasga bocadinhos de páginas, que mastiga com deleite, para apaziguar o ratinho que lhe rói o estômago. Mais e melhor, naqueles dias de extrema angústia adolescente, Camélia destaca cirurgicamente uma página inteira do livro e come-a com o mesmo ardor com que Aquiles incendiou a “Ilíada”. Pior, se lê uma página que não lhe agrada, come-a com voracidade canibal, o que, confessa, sempre lhe dá dores de barriga.

É provável que os pigmentos das cores, os aditivos estabilizadores e os elementos tóxicos associados ao papel e às tintas sejam ingredientes de dieta no mínimo irrecomendáveis. Mas nem isso impede Violette, outra francesa, de comer capítulos inteiros, hábito que lhe ficou de uma infância abusada, deixada em casa dias e dias com os irmãos, sem comida que se visse. Hoje, descamba na escatologia e come limpas folhas de papel higiénico.

Digam-me que é irreal e que é obsceno e eu indigno-me. Admiro os seres humanos que rivalizam com o peixinho-de-prata, parasita larvar que faz dos livros o seu menu diário. Todo o ministro da cultura devia ter a boca do peixinho-de-prata e passar o dia a comer livros, atacando-lhes a capa, perfurando em êxtase hermenêutico um túnel que levasse da página 2 à 159. Eis um programa de governo para Graça Fonseca: ser o peixinho-de-prata dos nossos livros. Aliás, o livro não é nada calórico, daí a elegância do peixinho-de-prata. Segundo os especialistas, a ingestão de 500 páginas, corresponde a meia caloria. Bem menos do que uma patanisca, arroz e feijão.

E passo de uma obscuridade a outra obscuridade: Marie Sochor, artista plástico-performativa, género muito apreciado por ministros, faz sessões públicas de ingestão de páginas da sua escrita, impressas em papel sem fermento, com tinta preta comestível. As mais apreciadas são as “pages à chier”, que me atrevo a chamar “páginas cagativas”. Não serei eu a lançar dúvidas sobre o valor laxante destes eventos.

E olhem, aí vem o livro lamber a boca subversiva do hip hop. Em delicado papel bíblia, Snoop Dogg, fez um livro para enrolar, “Rolling Words”. Capa em cânhamo, papel laminado, tinta não tóxica, tudo, mas tudo – ya, meu! – totalmente biodegradável, estas “Palavras Enroladas” são mesmo para fumar folha a folha.

Picasso não comia livros, mas deu, como Deus, a arte a comer ao seu cão salsicha, um Dachshund. Armava-lhe coelhinhos em papel, pintava-os e o Dachsund, cão esteta, chamava-lhes um figo.

Se chamei Deus ao parágrafo anterior, posso jurar que não o fiz em vão. Deus deu um livro a comer ao profeta Ezequiel. Está escarrapachado em Ezequiel capítulo 3, versículos 1 a 4: “Filho de ser humano, come este rolo, vai e fala aos filhos de Israel.” E disse-lhe Deus que o seu ventre ficaria saciado, o que Ezequiel confirmou: “Comi-o e na minha boca tornou-se doce como o mel.” Em verdade, em verdade vos digo, Jorge de Sena não teria sido o profeta que foi se não tivesse comido Fernando Pessoa, tal como o profeta do nosso século XXI, se o quiser ser, há de comer Pessoa e Sena.

Termino com um parágrafo heróico. O dinamarquês Theodore Reinking, em 1644, escreveu um tratado acusando os suecos da miséria da sua pátria. Foi preso e deram-lhe a escolher: ou era decapitado ou comia o manuscrito. Não hesitou: cozinhou as páginas num caldo de carne e comeu-o, salvando a vida.

Crónica publicada no Jornal de Negócios

Uma dedicatória de Sam Fuller

Fuller_dedicatória

Eram os tempos gloriosos da Cinemateca. Corriam, um à frente do outro, os meses de Abril e Março de 1988. Organizávamos então um ciclo dedicado a Samuel Fuller, dito cineasta de guerra, que tem num filme carteirista o seu melhor filme, o que tudo diz das ideias feitas e dos princípios da catalogação. Tocou-me a mim organizar o ciclo, a meias com o João Bénard – ou para melhor dizer, fui eu a metade que ele usou.

Com o Luís Miguel Castro fiz este catálogo, que nunca mais estava pronto. Já o ciclo ia adiantado e catálogo viste-o! Veio Fuller à estreia, e voltou a outras sessões, e catálogo está quieto. Já éramos amigos, fizemos festas, uma em casa do actual decano do cinema português, o magnífico António da Cunha Teles. Já Fuller era da família, amigo também da Antónia e talvez lhe tenhamos dito que para o ano haveríamos de ter um filho, que por acaso é a minha filha. O catálogo é que continuava de parto adiado.

Quando o livrinho chegou, corremos a pedir-lhe o autógrafo, e ele deixou-nos esta dedicatória tão bem zangada de ainda nem lhe termos dado um exemplar desta obra renitente.

fuller_capa