A arte e o crime

A-Rainy-Day-in-New-York

Bica tirada no CM, 4.ª feira, dia 11 de Setembro

Os portugueses vão ver. Os americanos não. “Um Dia de Chuva em Nova Iorque”, último filme de Woody Allen, estreia em Portugal, em Outubro. Na verdade, estreia em todo o mundo menos numa América neo-macarthista, refém da histeria de acusações que fazem mais lei do que a lei. Acusado de abusar da filha adoptiva, filha da sua ex-mulher Mia Farrow, Allen foi investigado e ilibado por dois juízes em estados americanos diferentes.

Mas acima da culpa ou inocência dos criadores, está a absoluta liberdade das obras de arte. O poeta Rimbaud traficou escravas. O pintor Caravaggio matou. Porém, as suas obras são e serão faróis da humanidade.

O anti-Trump

Lage

Bica Curta servida no CM, 4ª feira, dia 22 de Maio

Trump ameaçou apagar o Irão do mapa. Como um Houdini sangrento, quer sorver o fogo da vida de 81 milhões de iranianos, como quem bebe a anti-bica. Trump arrancou bons resultados económicos para o seu povo. Mas a América que amo, a par da riqueza, gostava de estar do lado do bem, e envergonhava-se se não estivesse. Há quem lhe chame fascista, e pronto, já não é nada connosco. Ora o problema de Trump é emocional e cultural. Sempre que usamos a arma da exclusão, somos como ele. O que Bruno Lage disse na festa do SLB, ao dignificar os adversários, é anti-Trump. Pena haver tantos Trumps na política, desporto, até na alta cultura.