Fantasmas coloniais

LUanda

Bica Curta servida no CM, 5.ª feira, dia 22 de Agosto

Esta é a minha centésima bica curta no CM. Para desbundar memórias afectivas, bebo café de Angola, dose certa de robusta misturado ao suave arábica. Bebo e leio o que disse ao “The Economist” um ex-ministro das finanças do Zimbabué, malhando no regime: “Hoje lavo-me num balde como se isto fosse a Rodésia do Sul de 1923.” As vozes livres de África não se calam. Na televisão de Luanda, o poeta e romancista angolano José Luís Mendonça foi claro: “O colonialismo hoje tem de ser repensado. Será que o colonialismo foi assim tão mau?”

A África será tanto mais livre quanto acerte contas, sem preconceitos, com os fantasmas do passado.

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