Mão na urna, cabeça em Hong Kong

Lusa
Foto da agência Lusa, reproduzida com a devida vénia.

Iam as minhas pernas a caminho da assembleia de voto e dou conta de que me andava a cabeça por Hong Kong. O que alguns milhões de chineses não gostariam de trocar os passos dominicais deles pelos meus. Eram 13 horas e Lisboa era uma janela aberta a uma luz fina, nítida, sem a sombra de Outono, que há de cair só quando o Sol se puser. As ruas do meu bairro cheias de plácidos transeuntes, tímidos aromas de almoço, o que me faz imaginar que ou se almoça fora ou as famílias se encostam a frescas saladas.

E já era a minha vez de votar. Lembrando-me de que só votei, em liberdade, pela primeira vez aos 24 anos, mas com a confiança de quem sabe que os portugueses votarão em quem muito bem querem e que este nosso pequeno mundo de equilíbrio e democracia não será abalado, vi a minha mão, sem hesitações ou tremura, enfiar o voto na ranhura. O que nós andámos para aqui chegar.

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