Para cortar pulsos

Isto é para se ler e ouvir de solidão em fogo. 

Não faço ideia. Talvez seja um bolero, talvez seja um blues. Sei que me cativa a electricidade da coisa. A electricidade não impede o derrame sentimental com laivos líricos. Nem impede o humor que nunca descamba na irrisão.

“No me llores mas” é o tema. O guitarrista, que agora mesmo acho o melhor do mundo, é Marc Ribot. A extraordinária banda é Los Cubanos Postizos.

E entretanto pus-me a ouvir “Aurora en Pekin” e começaram a aparecer-me cortes nos pulsos. Tem a beleza de uma lâmina.

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