Luxo, ideias, actualidade: há guerra na Feira

Se for à Feira do Livro – e como é possível não ir, caríssimos leitores – passe pelo pavilhão D 48. Uma das laterais está pintada exactamente como está a ver, nesta imagem em baixo. O pavilhão D 48 é o pavilhão da minha estimada Guerra e Paz, que me está aqui a dizer ao ouvido o que quis fazer. Eu repito sílaba a sílaba.

Quisemos, nesta lateral, representar três grandes linhas da nossa política editorial. Na primeira, lá em cima, à direita, estão os livros de combate. Das grandes ideologias, o nazismo e o comunismo, por exemplo, até às mais prementes discussões de temas contemporâneos, como o nosso livro sobre a Escravatura ou o fabuloso elogio do presente e da esperança que é o Antes é que Era Bom, do filósofo Michel Serres.

À esquerda, de cima a baixo, estão os nossos livros que as mãos gostam de tocar e os olhos gostam de comer. São livros em que, a par do texto, valorizámos o grafismo, a qualidade dos papéis, a inserção das imagens. Ficaram tão bonitos os livros de Agustina Bessa-Luís, o seu As Meninas, o seu Livro de Agustina, o seu Fama e Segredo da História de Portugal! E está tão bonito o livrinho com a mais recente pintura de Graça Morais, a que ela chamou Metamorfoses da Humanidade. E há de ser sempre belíssimo o Bordel das Musas com os desenhos de João Cutileiro.

E, por fim, ao fundo, à direita, espelha-se a nossa diversidade. São livros de informação, desde a economia explicada por um Prémio Nobel, passando pelo testemunho de Fernando Correia sobre o Alzheimer, até ao Declarações de Guerra com os mais veementes testemunhos sobre a guerra colonial, e uma proposta para a Europa, assinada por Jean-Noel Tronc no seu E se Recomeçássemos pela Cultura?

Quer então vir connosco à Feira do Livro de Lisboa? As farturas são por sua ou minha conta?

2 thoughts on “Luxo, ideias, actualidade: há guerra na Feira”

  1. Manuel, trouxe a correspondência entre a Sophia e o Sena, a despesa não chegou para o “presente” – mas como devo ter umas três edições da “Volta ao Mundo em 80 Dias” do Júlio Verne, não me chateei muito. 🙂

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