A linha tribal

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Acabei de ler um resumo do manifesto, se assim lhe podemos chamar, do supremacista branco Brenton Tarrant, terrorista que matou 50 muçulmanos na mesquita de Christchurch, na Nova Zelândia. Uma amálgama ideológica de que destaco o feroz traço tribal (sangue e solo), o mesmo que se encontra em tantos discursos identitários, sejam eles neofascistas, sejam revestidos a mais sofisticadas tintas ideológicas.

O supremacista branco Brenton Tarrant não esconde o ódio à democracia liberal, a Emmanuel Macron, um «capitalista igualitarista e anti-nacionalista», e a Angela Merkel, cuja morte advoga, chamando-lhe «a mãe de todos os anti-brancos».

Já ninguém pode devolver a vida às vítimas. A pequena homenagem que lhes podemos fazer é a de evitar a linha tribal, os maniqueísmo de classe, de raça, de género em que, tão facilmente, hoje derrapamos. É aí que começa o triunfo da democracia e da tolerância, cuja regra número um é «não bater, não matar».

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