A multidão ululante

Bica Curta publicada no CM, na 4ª feira, dia 6 de Março

gilets jaunes

A multidão ululante

Não bater, não matar. Esse princípio unânime foi a base, justíssima, da devastadora crítica feita ao juiz Neto Moura, e é a base da democracia. Não batemos, não matamos. Por isso espanta que haja quem, dando-se aristocráticos ares de superioridade moral e arrogando-se de esquerda, venha clamar que a violência é revolucionária, sem lhes cair a cara no copo da vergonha. O populismo é, neles, o lado escondido da lua e a sua última arma é soltar a multidão em fúria.

A multidão unânime não toma a bica curta. Essa multidão é manipulável e pensa com as tripas. A multidão ululante é um péssimo decisor político: leva de refém a liberdade.

6 thoughts on “A multidão ululante”

  1. Ainda bem que a turba ululante se manifestou aquando da tsu num passado mais ou menos próximo. E sem violências. Não vejo ninguém a defender a violência mas ao direito de se manifestar. Vá lá Manuel, toma uma bica cheia! Abraço.

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