Bruno Lage, treinador

bruno lage
Bruno, o treinador

«Obrigado por fazerem de mim treinador.» Quem disse estas seis exactas e nobres palavras foi Bruno Lage, treinador do Sport Lisboa e Benfica*, o meu clube, agradecendo aos seus jogadores. Tinha aos seus pés, de joelhos, um sufocado e exangue  Futebol Clube do Porto, que acabava de vencer na sua própria fortaleza, o estádio do Dragão.  Com a displicência e discreta fé de um Lancelote, Galaad ou Perceval, de um Bogart ou de um Harrison Ford, Bruno Lage reconduziu-nos à maravilhosa tradição cavaleiresca e aos seus códigos de honra, de humildade, de cortesia, justiça e respeito. Ofereceu o mérito aos seus Cavaleiros da Távola Redonda. Para si, quis nada e pediu coisa nenhuma.

Não me digam que a doçura de Bruno Lage não é deste tempo. A doçura de Bruno Lage é um convite para deixarmos que o maravilhoso, o encantamento e a sua grandeza voltem a inundar a nossa vida. Estamos a tempo. Que orgulho.

record
Com a devida vénia, foto do Record
*  Quero dizer que bebi até à última gota o cálice Rui Vitória. Defendi-o à outrance. Sobretudo por ter vencido com mérito dois campeonatos e por ver que ele acreditava na renovação, trazendo à equipa os pagens: Renato Sanches, Nelson Semedo, Gonçalo Guedes, por exemplo. Até se chegar, como sempre se chega, ao fim. Estava longe de adivinhar que na formação, além dos jogadores, havia também o incógnito e insuspeito treinador.

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