Alguém tem de mandar nisto

Jerry

Foi um dos primeiros ciclos que fiz na Cinemateca. O João Bénard juntou-me ao João Lopes. Lembro-me que foi depois do incêndio da sala de cinema da Cinemateca – o último em Portugal a ser provocado por um filme de nitrato (o que nós chorámos à porta da Barata Salgueiro). O João Lopes, que era já um veterano, levou-me pela mão e ensinou-me quase tudo. Fizemos o ciclo no cinema Quarteto e foi lá que conheci o Pedro Bandeira Freire que, depois, no Festival de Tróia, ficaria amigo para a vida. Tudo isto para vos dizer que ainda hoje continuo, por culpa de Jerry Lewis, a pensar que o corpo humano é uma silenciosa máquina milagrosa de produzir sentidos.

Este segmento delicioso é do filme é The Errand Boy e a música que serve esta bênção dos céus chama-se Blues in Hoss’ Flat. A orquestra é a de Count Basie. Uma lição para administradores e Presidentes de Conselhos de Administração.

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