
Sim, registamos com um sorriso complacente a mão de Emmanuel Macron no braço de Donald Trump e a interrupção a corrigi-lo: “Não, querido Donald, não foram os Estados Unidos, foi a Europa quem mais ajudou a Ucrânia: 60% de toda a ajuda.”
Foge o tempo e amanhã já o mundo se terá esquecido desse reparo de menino espertíssimo ao pai senil.
Do que nunca nos esqueceremos – pelo menos eu – é de uma canção que nos tenha feito estremecer de vida e desejo. “The first time ever I saw your face” é essa canção. Clint Eastwood sentiu, ao ouvi-la, esse estranho tremor cardíaco a que chamamos emoção. Ligou à cantora desconhecida e pediu-lhe a canção para um filme. A cantora, incrédula, desmaiou. Quando acordou, “The first time” era um êxito galáctico. A cantora morreu agora, aos 88 anos. Era a portentosa Roberta Flack: till the end of time my love.
Cantava tão bem! Cantava, compunha, acompanhava-se ao piano. E tinha uma voz cheia de África por todos os lados, emocionou milhões; isso não seremos capazes de lhe pagar.
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Pagamos sim: em emoção estética. Obrigado pelo comentário.
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A mim não foi essa que ficou para a vida mas “Killing Me Softly With His Song”,Porquê? É simples: em 1973 estava no mato da Guiné-Bissau; quando vinha a Bissau espairecer um pouco ouvia insistentemente esta canção que os meus colegas do ar condicionado punham em altos berros! Quem se ouvia também eram os Pink Floyd (“The Dark Side of The Moon”) sobretudo o “Money”.Por outro lado, na Messe de Oficiais em Santa Luzia o que ouvia mais era o “Rocket Man” do Elton John.
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Albertino, também é uma bela canção, sim senhor. Mas o First Time… Olhe, sou e o Clint!
Um abraço.
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Muito obrigada!
É, pelo menos, sempre enriquecedor ler o que escreve, Amigo.
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